Chiicones

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Menina Linda eu te adoro

  • 2 minutos de leitura

Renato Barros, vocalista da Renato e Seus Blue Caps - banda mais longeva do rock mundial -, faleceu nessa última terça-feira (28 de julho). Vi um show do conjunto no Imperator, no Méier, no Rio de Janeiro há algum tempo. Showzaço!

Transcrevo abaixo um trecho do livro “Dez, Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial” que retrata o início da banda :

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Tributos ao Inédito

  • 4 minutos de leitura

Esses dias vimos aqui em casa o documentário Tributo ao Inédito, produzido por Renato Cantharino, Vitor Rocha e o amigo Marcelo Pedra, sobre uma galera que movimentou a cena independente da música carioca na virada para o século XXI. De forma resumida: uma galera da música independente e desconhecida que se reunia toda segunda-feira do ano 2002 pra se entupir de pizza num rodízio no subúrbio do Rio de Janeiro se movimentou pra lançar, inicialmente, um cd com músicas de bandas da cena indie carioca. E deu tão certo que lançaram mais 3 coletas. Lembro das matérias que saiam nos jornais e cheguei a ir em alguns shows de bandas dessa galera: Leela, Rogério Skylab, Zumbi do Mato, etc. Fizeram uma playlist no spotify, caso queira conhecer o som do povo.

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Não me importo com os Targaryen — uma crítica a GoT

  • 9 minutos de leitura

Acabei há um tempo de ver Game of Thrones (GoT) e estava ensaiando escrever uma crítica à série. Não sabia bem que ponto abordar. Li as críticas e comentários de fãs, que sempre chegam com teorias e entendimentos novos e até dá vontade de rever. Gostei da série, até mesmo do final — apesar de reconhecer que a última temporada foi apressada. Mas o ponto que quero dizer é: não me importo com os Targaryen. GoT tem personagems muito mais interessantes.

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Resenha rápida de Caim, do José Saramago

  • 5 minutos de leitura

Nesse livro, o escritor português, ateu e comunista calçou os sapatos de Caim, responsável pelo primeiro assassinato da história do mundo (bíblico). O primeiro fatricida, assim, adquire algumas das características de José Saramago e, desde o momento que é preterido por Deus em prol do seu irmão Abel, começa um embate com O Criador. O livro de José se desenrola através dessa investigação e descrença de Caim/Saramago sobre algumas passagens bíblicas.

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Aproveitando o filme do Simonal…

  • 5 minutos de leitura

…venho aqui pontuar algumas coisas sobre o contexto do ostracismo que ele caiu. Foi queimado pela esquerda ou houve algo mais? Esse post é uma resposta à críticas que galera de direita está fazendo nas redes sociais, simplificando todo um contexto e o cenário da época. O Ricardo Schott, também escreveu no Pop Fantasma sobre o cantor. Para Ricardo Alexandre, biógrafo do cantor, um dos erros foi Simona se cercar de puxa-sacos ao mesmo tempo que afastava amigos.

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Deuses Americanos (o livro)

  • 5 minutos de leitura

Uma parábola sobre a imigração, memória e simbolismos, dentre outros assuntos. O livro de Neil Gaiman nos apresenta Shadow (ou Sombra, em português), um ex-presidiário recém liberto que se vê envolvido em um conflito de antigos e novos Deuses, ou a representação dos mesmos. Quanto mais ele se envolve no conflito, mais ele (e os leitores) aprendem sobre a história dele. Peguei o livro em meados do ano passado, cansado de ler biografias de artistas brasileiros, e não me arrependi.

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Martha Suplicy na Ele Ela de junho de 2000

  • 10 minutos de leitura

Seguindo a linha de #entrevistascompolíticosemrevistaseróticasdasantigas (como essa com o Gabeira e essa com o FHC) agora uma entrevista com Marta Suplicy na Ele Ela de junho de 2000, quando ela ainda era pré-candidata à prefeitura de São Paulo. A entrevista foi realizada por Tarlis Batista (que faleceu dois anos depois). Na época ela ainda era casada com o Eduardo Suplicy e era do PT. Hoje, exerce um mandato de senadora, está no terceiro casamento (com o empresário Márcio Toledo) e se filiou recentemente ao PSB pra tentar novamente a prefeitura de São Paulo.

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Entrevista na Ele Ela (1986) com o Fernando Gabeira

  • 17 minutos de leitura

entrevista na Ele Ela (1986) com o Fernando Gabeira

Dia desses comprei uma Ele Ela de março de 1986 com a Edna Velho (que virou atriz da Praça É Nossa e também mãe de um dos filhos do Romário) na capa num sebo no centro da cidade (veja aqui a capa da revista).

Comprei pra ler a entrevista com o Fernando Gabeira, que, naquele mesmo ano, se candidatou ao governo do estado do Rio de Janeiro pelo Partido Verde (o artigo da Wikipedia diz que foi pelo Partido dos Trabalhadores) contra o Moreira Franco e o Darcy Ribeiro. A eleição iria decidir quem seria o sucessor de Leonel Brizola, que estava em seu 1o mandato como governador do estado.

Na época ele tinha 45 anos e já era um maluco beleza, mas com pé no chão. Se declarava adepto da teoria de Desobediência Civil. A entrevista foi realizada por Sérgio Costa. Segue abaixo:

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Entrevista de Lula, o Metalúrgico, na revista Homem em agosto de 1981

  • 8 minutos de leitura

Lula, o metalúrgico, também fala de sexo

Quando alguém se torna uma figura pública, e principalmente quando esse alguém se destaca politicamente, acaba virando estátua, um ser inatingível, um líder político e ponto final. Mas como um homem antes de qualquer coisa é um homem, com sexo e tudo, bateu a curiosidade de saber como um “cidadão de vida pública” vive e o que pensa quando é apenas um homem. E quem melhor do que Lula — que liderando os metalúrgicos sacudiu a vida política do País — poderia falar de sexo? Pois ele falou e disse. Com vocês, Lula, o homem.

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Entrevista com FHC para a revista Status (1978)

  • 29 minutos de leitura

Depois da entrevista com o Gabeira no post anterior, publico agora uma entrevista com o Fernando Henrique Cardoso na revista Status em 1978, quando ele se candidatou a senador por São Paulo pelo MDB. Ele não ganhou, mas se tornou suplente de Franco Montoro. FHC só iria tomar posse do cargo dois anos depois (essa matéria do Brasil 247 diz que foram 4 anos depois), quando Montoro renunciou ao cargo para concorrer ao cargo do governo de São Paulo. Como aponta a Wikipedia:

Em 1978, FHC saiu dos bastidores acadêmicos da política e começa daí a participar em campanhas políticas pessoalmente. Naquele ano, lançou-se candidato ao Senado por São Paulo. Sua candidatura foi apoiada pela esquerda, por parcelas da classe média mais liberal, por artistas (como Chico Buarque de Holanda), e por lideranças sindicais (como o então sindicalista Luiz Inácio da Silva, que chegou a representa-lo em comícios). FHC teve 1,2 milhões de votos, tornando-se suplente de Franco Montoro — o qual foi o responsável por conduzir FHC efetivamente à vida pública — , eleito na mesma disputa senador por São Paulo.

Em 1980, quando se extinguiu o bipartidarismo e autorizou-se o multipartidarismo, FHC filiou-se ao PMDB, partido que era o sucessor natural do antigo MDB. FHC assume uma cadeira no Senado em 1983, quando Montoro renunciou ao mandato de senador para assumir o governo de São Paulo.

Então a entrevista para a Status aconteceu justamente no momento que FHC se lançou efetivamente no meio político, o que é algo bem bacana. Não encontrei esse material em outra parte da internet, então acredito que transcrevê-la seja algo bom para o debate político em geral. A entrevista foi realizada por Jorge Cunha Lima (acho que esse daqui). Segue ela abaixo:

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Lindbergh Farias, O líder cara-pintada para a Ele Ela (1992)

  • 19 minutos de leitura

Lindbergh Farias, O líder cara-pintada para a Ele Ela (1992)

Publicada originalmente em 12 de dezembro de 2015.

Em dezembro de 1992, Lindbergh Farias estava em evidência por conta dos caras-pintadas e do impeachment do ex-presidente Fernando Collor. A Ele Ela fez uma longa entrevista com ele, criticou o cara por ser comunista e perguntou o que ele pensava do País, da política e de mulheres. É mais um post da série #entrevistas com políticos em revistas pornográficas antigas. Como Lula, disse que não era candidato a nada, mas desde então se elegeu duas vezes a deputado federal, prefeito de Nova Iguaçu e hoje é Senador pelo Rio de Janeiro — e é investigado, junto com Fernando Collor (que hoje é senador e foi absolvido no ano passado pelo STF) , na Operação Lava-Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Doutel de Andrade para a Status (1979)

  • 31 minutos de leitura

Publicada anteriormente em 29 de novembro de 2015

A entrevista a seguir, mais uma da série entrevista com políticos em revistas masculinas antigas, é com Doutel de Andrade, ex-deputado federal do PTB e do PDT e ex-vice-governador de Santa Catarina, para a Status (maio de 1979). Ele é um dos fundadores do PDT e um dos homens de confiança do Brizola. Segundo o texto da entrevista: “no Brasil, nestes quinze anos, ele foi garganta e símbolo do Partido Trabalhista Brasileiro. Lá fora, PTB é Brizola. Aqui dentro, PTB é Doutel“. Não sei até que ponto isso era verdade em 1979, já que não conhecia nada sobre ele até pegar na revista.

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Olha a onda Iá Iá

  • 14 minutos de leitura

Dois dos blocos de carnaval de rua mais tradicionais do Rio tiveram destinos completamente diferentes. Em setembro de 2010, o prefeito Eduardo Paes inaugurou a nova sede do Cacique de Ramos. A prefeitura investiu R$ 1 milhão para reformar a quadra, que passou a contar com um centro cultural e uma quadra de esportes. Em maio deste ano, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) concedeu ao Cacique a medalha Tiradentes — a mais alta condecoração do legislativo estadual do Rio — em homenagem aos seus 50 anos. Também em 2011 a escola de samba Estação Primeira da Mangueira escolheu o bloco como tema do seu carnaval de 2012. A pergunta que fica é: e o Bafo da Onça? Não teve todo esse destaque mas continua na ativa e está ensaiando a sua volta.

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