O CCBB Brasília apresenta a estreia nacional do espetáculo Frankenstein, de Mary Shelley, pelo Grupo Liquidificador — montagem que celebra os 15 anos do coletivo brasiliense e traz o romance de 1818 para os nossos dias, explorando inteligência artificial, tecnologia e os debates sobre o que nos torna humanos.
Sobre o espetáculo
Baseada em Frankenstein ou o Prometeu Moderno, a encenação se afasta das versões consagradas pelo cinema e se aproxima do espírito original da autora. Mais do que recontar a história, o espetáculo propõe um diálogo entre Shelley e o presente — e entre a própria autora e sua Criatura. Em cena, Mary Shelley apresenta ao público os temas do clássico e é confrontada por seu monstro, que revela o coração pulsante desta obra atemporal.
A dramaturgia de Fernando de Carvalho parte de dois mitos: a criatura feita de fragmentos de corpos e a jovem autora que, aos 18 anos, criou um novo gênero literário. Em cena, Ana Quintas e Larissa Souza borram as fronteiras entre criadora e criatura, mostrando Mary Shelley como autora, personagem e parte do mito que inventou. A montagem aposta em cenas não realistas, combinando trilha sonora, cenário e iluminação para transformar o palco em um laboratório ficcional — misturando aventura, comédia, drama, horror e ficção científica.
Para a diretora Fernanda Alpino, o espetáculo também reflete sobre o presente tecnológico, questionando os perigos de transferir decisões, pensamentos e relações para máquinas e inteligências artificiais. Ao mesmo tempo, brinca com a presença de Frankenstein na cultura pop: embora a criatura seja universalmente conhecida, poucos conhecem a autora — uma mulher visionária e extremamente atual.
Duração: 100 minutos. Classificação indicativa: 14 anos.
Ingressos disponíveis pelo bb.com.br/cultura e no site do CCBB Brasília.